"Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!"
Florbela Espanca - Livro de Mágoas.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
1OO Postagens!!!
Momento
"Céu azul...
Nuvens não há...
Só o infinito azul
desse imenso céu que nos guarda...
O vento passa forte
batendo no rosto...
elevando os cabelos...
fazendo-se existir.
Nada mais importa!
O momento é calmo
e salva toda a angústia...
Todo o mal desaparece
ao olhar para esse céu,
para esse azul
cada vez mais cristalino.
E mais tarde vão aparecer as estrelas
e a lua e a noite...
E o céu vai ficar completo e feliz
por ter existido e contribuído
com a magia humana, por mais um dia.
(Caroline Marques)
100 postagens!!!! Aê!!!
Queria agradecer a presença de todos aqui no Blog, os comentários e o carinho que sempre tiveram!
Obrigada!
Beijos em todos! =D
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
1 Mês
Dia 131 mês...
Já se foram tantos dias 13 comemorados
Já se foram tantos mêses de amor...1 mês, 2 mêses...anos...
E agora , o recomeço.
De novo, estamos no primeiro mês.
E que seja o primeiro de muitos
O primeiro de muitos mêses, de muitos anos, de uma vida...
E.T.A.
“Drão o amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar[...]”
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar[...]”
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Leveza

"É preciso ser leve como o pássaro, e não como a pluma"
(Paul Valéry)
"É preciso ser leve como uma brasa, não como uma chama. Leve como um aceno, não como um grito. Leve como uma horta, não como um jardim. Leve como um livro, não como uma página. Leve como um poema, não como um verso. Leve como uma duna, não como o vento. Leve como um vestido, não como um lenço. Leve como o cristal, não como o vidro. Leve como o pão, não como a migalha. Leve como um temporal, não como o relâmpago. Leve como o varal, não como o casaco. Leve como o telhado, não como a telha. Leve como uma árvore, não como o fruto. Leve como o caroço, não como o inseto. Leve como as mãos, não como a aliança. Leve como o mar, não como a espuma. Leve como uma geada, não como a nuvem. Leve como vinho, não como a fumaça. Leve como a ofensa, não como o elogio. Leve como o clarão, não como a lâmpada. Leve como a pá, não como a faca. Leve como o cavalo, não como a lã. Leve como o armário, não como a gaveta. Leve como o moinho, não como o chapéu. Leve como o rosto, não como o pente. Leve como o mel, não como abelhas. Leve como a rocha, não como a erva. Leve como uma varanda, não como a janela. Leve como a voz, não como o silêncio. Leve como a meia-noite, não como o meio-dia. Leve como a despedida, não como a volta. Leve como uma casa, não como um quarto. Leve como as córneas, não como as moedas. Leve como um corredor, não como um quadro. Leve como uma escada, não como um degrau. Leve como uma mesa, não como o prato. Leve como o caráter, não como a opinião. Leve como uma fome, não como o apetite. Leve como desejo, não como a vontade. Leve como o amor, não como a paz. Leve como o corpo, não como o sangue. Leve como uma porta, não como um pêndulo. Leve como o inverno, não como o verão. Leve como a confidência, não como o segredo. Leve como a alegria, não como a euforia. Leve como a memória, não como a papoula. Leve como o balanço, não como a corda. Leve como a insistência, não como a dúvida. Leve como um casal, não como a solidão. Leve como a boca, não como a língua. Leve como a música, não como a palavra. Leve como a migração, não como o pássaro. Leve como o ninho, não como o ramo. Leve como a pata, não como a asa. Leve como uma cicatriz, não como o traço. Leve como o espanto, não como a reza. Leve como o medo, não como um morto. É preciso ser denso para ser leve. "
(Fabrício Carpinejar)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Sentir-se amado
"O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo."
(Martha Medeiros)
Ultimamente, tenho prestado muita atenção para a banalização do "Eu te amo". As pessoas, cada vez mais, dizem as 3 palavrinhas como se estivessem dizendo "Bom dia", "Boa Tarde", e elas acabaram por perder um pouco o encanto. E aquela mágica que se sentia ao ouví-las parece que está se dissipando.
Sei que isso acontece com muita gente. Comigo não!
Se você ouvir um "Eu te amo" meu, saiba que é verdadeiro. Eu não consigo dizer "Eu te amo", como se estivesse dizendo uma frase qualquer.
Muitas vezes, recebo pelo orkut correntes como " Hoje é o dia do Eu Te Amo, mande essa mensagem para 15 pessoas, e terá um dia feliz amanhã."
Putz! Sem comentários...
Eu não mando! Sorry! Até por que no meu orkut não tem 15 pessoas que eu ame.
O dia do Eu te amo é todo dia. Com atos, gestos, demonstrações.
Beijinhos...
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